Combater a asma grave exige fôlego do paciente

Diagnóstico preciso e tratamento contínuo são essenciais para prevenir as crises dessa versão mais intensa da doença respiratória

14 de Março, 2019

A asma é uma doença respiratória que afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Estimativas apontam que, da população com esse problema crônico, entre 5% e 10% apresentam a forma mais grave, que causa falta de ar, inúmeras idas ao hospital e perda da qualidade de vida. Esse quadro severo também é marcado por episódios constantes de crises (as chamadas exacerbações), mesmo com o tratamento adequado, que inclui altas doses de corticoide inalatório e oral diariamente.

Vale ressaltar que o diagnóstico preciso é de extrema importância para distinguir uma asma tratada inadequadamente de outra realmente grave, que inclusive possui maior propensão de levar à morte.

Compete a nós, médicos envolvidos diariamente com o tema, fazer um diagnóstico preciso para chegarmos ao tratamento mais eficaz. Na outra ponta, o paciente deve entender e exercer, na prática, o papel de comprometimento com o tratamento que lhe cabe. Ou seja, ser fiel ao que lhe foi prescrito.

Isso porque é comum a interrupção dos medicamentos nos períodos sem sintomas. O raciocínio é simples. Como estou bem, não preciso me cuidar mais – pois é exatamente aí que mora o perigo.

Não podemos nos esquecer que o controle preventivo, que permite uma vida sem sustos e longe das perigosas exacerbações causadas pela asma, só é possível graças ao tratamento determinado pelo médico. E o uso dos remédios e de outras táticas requer disciplina e continuidade, mesmo durante os períodos em que a doença, teoricamente, não apresenta manifestações.

Essa prática deve ser adotada no ano inteiro – seja no frio, com as baixas temperaturas, ou no calor, quando o clima é mais seco.

Fonte: saúde abril

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